OI MENINAS, SEI QUE ESTOU SUMIDA, MAIS SE TIVEREM ALGM PEDIDO, MANDEM QUE EU JURO QUE PROCURAREI E POSTAREI. MAS POR ENQUANTO DEEM UMA OLHADA NESTE LINK QUE TEM MAIS DE 70 SERIES DE LIVROS PRA DOWNLOAD E TODAS COM LINKS VALIDOS.
BEIJOS AMIGUINHAS APAIXONADAS
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setembro 05, 2011
MAIS DE 70 SERIES
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O Salteador
Escândalo à vista...
O coronel Phineas Bromley é uma lenda... não só no campo de batalha, como também na alcova. Embora ele tenha ganhado muitas guerras, e conquistado inúmeros corações femininos, nada poderia tê-lo preparado para sua nova vida. Quando Phin descobre que alguém está tentando arruinar sua família, ele assume o papel de um lendário assaltante de estradas. Cavalgando noite adentro, escondido atrás de uma máscara, ele se encaminha, sem saber, para um grande problema... e para os braços de uma linda mulher!
Deparar-se frente a frente com um homem mascarado não assusta Alyse Donnelly como deveria. Em vez de ficar apavorada, ela o acha até atraente. Mas seu bom coração já lhe causou problemas antes, e ajudar um homem fugitivo pode prejudicar seus próprios planos, não importa quão maravilhosos os beijos dele possam ser. Porém, à medida que o perigo cresce, Alyse precisa escolher entre a liberdade e a chance de viver uma grande paixão...
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O Último Cavalheiro Notável
Londres, 1815
Patife ou cavalheiro?
Lorde Bramwell Johns, segundo filho de um duque, é um estroina, um libertino, um rebelde... e orgulha-se disso. Agora que seus dois maiores amigos estão, lamentavelmente, assentados e felizes em sua vida de casados, Bram está se sentindo estranhamente inquieto. Nem mesmo arrombar as residências dos aristocratas desonestos de Londres o entusiasma mais... até a noite em que ele escuta uma briga.
Tudo indica que lady Rosamund Davies está prestes a ser forçada a se casar com um escroque pior até do que ele próprio...
Rose está ciente da reputação escandalosa de Bram, por isso, qualquer motivo para aquele súbito interesse dele é um tanto suspeito... ainda mais porque ele é amigo do homem que pretende arruinar sua família!
Mas Rose tem um plano, e Bram talvez seja exatamente quem ela precisa... contanto que ela se lembre que ele só pensa em si mesmo... contanto que ela se lembre que os beijos dele nada significam... contanto que ela consiga parar de ficar imaginando se pode confiar a um homem patife e infame o seu coração...
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Jenika Snow - Luxúria Sombria
01 - Um Gosto de Sangue
Tradução e revisão: Grupo Hotmaniac
Sophie é uma acompanhante.É oferecida a ela uma oportunidade única para entreter um grupo de ricos e prestígiados homens.
Isto não é nada até ela descobrir quem e o que vai entreter, ai ela entende porque nenhuma das outras meninas quis assumir o cargo. Não é apenas um homem que ela terá que entreter, mas quatro vampiros completamente desenvolvidos.
Mas quando ela realmente satisfaz os quatro irmãos vampiros é que ela percebe o que está em sua cabeça.
Ela não apenas dará a si mesma, eles também têm uma oferta para ela, que ela pode não ser capaz de recusar.
02 - Desejo Insaciável
Situação: Traduzido por fãs
Tradução e revisão: Grupo Hotmaniac
Payton se isolou de todos e tudo o que ela já conheceu depois que um vampiro matou brutalmente sua mãe. Vivendo nas montanhas, longe da civilização, é a única maneira Payton sabe como lidar com tudo. Quando uma tempestade de neve sopra em sua direção, ela não vai ficar sozinha por muito tempo.Um vampiro ferido aparece em sua porta. Ela descobre que Kristofer não é um monstro, mas um homem que foi prisioneiro de seu irmão cruel pelos últimos 50 anos.
Enquanto Kristofer e Payton se conhecem mais intimamente, uma força maligna ameaça afastá-los. Até que ela se vê cara a cara com o assassino de sua mãe que ela percebe que ela e Kristofer têm mais em comum do que pensava.
03 - Tentação
Situação: Traduzido por fãs
Tradução e revisão: Grupo Hotmaniac
Sherrilyn Kenyon - Crônicas de Nick
01 - Infinito
Situação: Traduzido por fãs
Tradução e revisão: Grupo PRT
Aos catorze anos, Nick Gautier acha que sabe tudo sobre o mundo ao seu redor. Sabedoria das ruas, duro e experiente, seu sarcasmo ligeiro é lendário... até a noite em que seus melhores amigos tentam matá-lo. Salvo por um misterioso guerreiro lutando melhor que Chuck Norris, Nick é sugado para o reino dos Dark Hunters: matadores de vampiros imortais que arriscam tudo para salvar a humanidade.Nick aprende rapidamente que o mundo humano é apenas um véu para algo muito maior e mais perigoso: um mundo onde o capitão do time de futebol é um lobisomem e a garota pela qual ele tem uma quedinha sai à noite para pregar estacas em mortos vivos.
Mas antes que Nick possa aprender as regras desse novo mundo, seus colegas começam a se transformando em zumbis devoradores de carne. E ele é o próximo no cardápio.
Como se começar o ensino médio não fosse suficiente difícil... agora Nick tem que esconder de sua mãe seus novos amigos, sua motosserra do diretor e ainda impedir os zumbis e o demônio Simi de comer cérebros - tudo isso sem acabar sendo preso ou suspenso. Como é que, de todo mundo, justo ele se tornou quem deveria fazer isso?
Joyee Flinn - Resistência Ômega
01 – Tristan
Situação: Traduzido por fãs
Tradução e revisão: Grupo Hotmaniac
Tristan descobriu na puberdade que ele era diferente.Ele era um Ômega, e está destinado a aumentar o poder de um Alfa e seus Betas cada vez que eles usarem seu corpo.
Tristan pode estar resignado ao destino de ser vendido pelo maior lance, mas isso não significa que ele estará feliz em ser uma posse passada de um usuário a outro.
O Alfa Jared e seus Betas, Cameron e Rhyce levam Tristan para sua matilha. Desde o primeiro encontro eles rapidamente descobrem que Tristan é um Ômega poderoso, mais definitivamente não com a personalidade fácil. Ele é teimoso, obstinado, e determinado a mostrar-lhes que embora seu corpo pertencesse a eles por contrato, seu coração e alma não são estavam a venda.
Eles poderão encontrar um terreno comum para o aumento de seu poder, ou tudo desmoronará ao redor quando eles precisam disto?
02 – Carson
Situação: Traduzido por fãs
Tradução e revisão: Grupo Hotmaniac
Quando o antigo círculo interno de Carson é desafiado e derrotado, ele sabe que vai se tornar o Ômega para o novo Alfa e seus Betas.Afinal, ele quase não sobreviveu ao abuso que sofreu por seu círculo anterior e ele sabe que, defeituoso como ele é, ele só pode esperar para manter as punições o mínimo possível.
Declan, Ian e Taylor nunca quiseram chefiar uma Matilha, mas depois de ver Carson e perceber como ele estava sendo tratado nas mãos de alguns membros do bando, eles não poderiam ficar de lado e deixá-lo sofrer.
Mas, embora possam ter vencido, e o Ômega que sonharam, eles rapidamente descobrem que mantê-lo pode se tornar um pesadelo.
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1- O Conquistador
Dinastia Warenne
O conquistador chegou para dominar e possuir...
Como um deus pagão, Rolfe o Implacável cavalgou dentro do castelo Aelfgar para reclamá-lo como seu prêmio e Lady Alice como sua prometida.
Um homem entre a lealdade ao rei e a loucura do amor...
Premiado por sua coragem na França, Rolfe era um odiado inimigo na Inglaterra.
Uma vez estabelecido em seu novo domínio, Rolfe se determinou a domar a beleza saxã Ceidre, a irmã ilegítima de Alice, cujo espírito e sensualidade o fizeram arriscar-se à traição para tê-la – e não Lady Alice — em sua cama...
Uma mulher entre a lealdade familiar e a loucura do amor...
Misteriosa e sedutora, Ceidre não era uma dama da nobreza a não ser uma espiã que apóia fielmente a rebelião de seus dois meios irmãos.
Recusando—se a dobrar—se ante o novo Conquistador que despertou nela uma paixão proibida, Ceidre se verá envolta em uma relação perigosa atada ao destino da Inglaterra e de seus reis.
E ela terá que lutar para não render—se ao Conquistador e para não trair a sua família.
Comentário revisora Sandra Martino: Este livro é simplesmente sensacional, e tive muito prazer em revisá—lo.
A história é empolgante e prende desde o começo. Os personagens são intensos, o enredo é forte.Mas o que mais emociona é o amor do guerreiro pela bela moça, sua luta por não sucumbir.
Ela se apaixona pelo inimigo e não pode controlar seus sentimentos.
Sinceramente chorei em muitas partes e principalmente no final.
As cenas de sedução são empolgantes e assustadoras, mas o amor que há é que faz com que sejam tão intensas.
Espero que vocês gostem tanto quanto eu.
Capítulo Um
York, junho de 1069
— Meu lorde?
— Acorda a todos os aldeões.
Rolfe de Warenne observou inexpressivamente como seu vassalo Guy O Chante manobrava girando seu enorme cavalo, chamando os cavaleiros.
Ele ficou sentado imóvel em seu garanhão cinza no meio do caminho. Tirou o elmo; que colocou na curva de seu braço esquerdo.
Seu cabelo, claro e ondulado, estava escuro e úmido pelo suor. Sua cota de malha se pegava à extensa estrutura de seu corpo, e sua mão direita descansava relaxadamente no punho de sua espada.
Ele observou seus homens despertando o restante dos aldeãos.
Só teve que girar sua cabeça ligeiramente à esquerda para ver a dúzia de rebeldes saxões mortos, seus corpos já emanavam esse peculiar fedor de morte com o quente sol de Junho.
Seu sangue ainda corria pela batalha recente, seus músculos ainda estavam quentes pela luta.
Outro ninho de rebeldes saxões, e, entretanto o rei não estaria satisfeito.
Longe disso.
A guerra nestes climas selvagens do norte parecia ser interminável. Tinham passado quinze dias desde que o punho de ferro do William descendeu o suficientemente forte para sacudir a mesa enquanto estava sentado com seus vassalos em York.
Eles acabavam de derrotar aos invasores de dinamarqueses, e tinham retomado York, e tinham feito que os saxões fugissem às terras galesas.
Essa foi a segunda insurreição em muitos anos, e o rei William tinha estado furioso, especialmente porque os lordes saxões Edwin e Morcar tinham escapado. Novamente.
— Nada de clemência, ele rugiu.
— Queimaremos todos os cultivos até que esses bárbaros aprendam quem é o santo rei eleito!
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2- A Promessa da Rosa
Dinastia Warenne
Mary, princesa da Escócia, é feita prisioneira pelos inimigos de seu país e entregue nas mãos do homem que nunca pôde esquecer, o homem que mais teme:
Stephen de Warenne, herdeiro bastardo de Northumberland.
Stephen, guerreiro conhecido por sua valentia e crueldade na batalha, sabe que casando com sua prisioneira porá fim a interminável guerra entre Escócia e Inglaterra.
E, apesar de tentar impedir por todos os meios, não poderá evitar sentir-se irresistivelmente atraído pela princesa.
Mary, que a princípio se opõe ao matrimônio, acabará cedendo, já que em seu coração nasce um profundo e apaixonado amor pelo homem que a mantém cativa.
Uma vez casados, Mary terá que escolher entre ser uma espiã, tal e qual exige seu pai, o rei da Escócia, ou trair o homem que possui sua alma.
Em meio de intrigas e sombrios planos de vingança, nasce um amor que será mais forte que o ódio e a traição. Um amor que perdurará para sempre.
Um amor que se tornará uma lenda.
Nota da Revisora Auxi: Um guerreiro de alma dura, criado pelo rei como réfem para conter o poder de seu pai. Um homem que não acredita no Amor!
Um daqueles homens fechadões que não sabem rir!
Mas que quando o AMOR acontece em sua vida é capaz de gargalhar, de dar sua vida em troca da do ser amado!
Mas...Não suporta a dor da traição e quando ferido ataca sem dó nem piedade!
Uma delícia!
Capitulo Um
Cercanias de Carlisle, 1093
Mary não pôde evitar sorrir enquanto saía a toda pressa do castelo, com cuidado de que não a vissem.
Aquele seria seu primeiro encontro com seu prometido e a emoção a embargava.
Tinha mudado sua fina túnica com jóias incrustadas nas mangas, por uma áspera regata de lã como as que utilizavam os camponeses.
Em lugar da faixa dourado pôs um cinturão de couro trançado.
E também substituiu seus sapatos bicudos de seda por uns tamancos de madeira.
Tinha sido o suficientemente inteligente para tomar emprestados um par de meias
três-quartos de lã grossa da leiteira, e um véu de linho velho cobria seu cabelo loiro.
Embora fosse encontrar com seu futuro marido, um encontro clandestino era algo absolutamente impensável para qualquer dama, e muito mais para ela, assim estava decidida que não a descobrissem.
O sorriso de Mary ampliou.
Estava imersa na visão de seu prometido estreitando-a entre seus braços para lhe dar o primeiro beijo de sua vida.
Seu matrimônio se celebraria por razões políticas, é obvio, assim era consciente da sorte que tinha por ter se apaixonado por Doug Mackinnon, o homem designado para casar com ela e que o conhecia desde a infância.
O som de uma conversação fez que a jovem diminuísse o passo.
Durante um instante acreditou que Doug tinha companhia, mas então percebeu que aquelas vozes não falavam em gaélico nem em inglês.
Contendo um gemido de medo, correu e se escondeu depois do tronco de um grande carvalho agachando sobre a erva.
Olhou a seu redor, e durante um instante foi incapaz de se mover, paralisada pela incredulidade.
Um grupo de soldados normandos ocupava a clareira que havia diante dela.
A jovem se agachou ainda mais.
O coração golpeava contra as costelas e todos os pensamentos sobre seu encontro com Doug voaram.
Se tivesse dado só um passo mais para sair do bosque em direção a clareira, teria entrado diretamente em um acampamento inimigo!
Tinha medo inclusive de se mover.
Seu pai sempre a tinha considerado uma pessoa muito inteligente, e agora utilizava essa inteligência para chegar a suas próprias conclusões.
O que faziam uns soldados normandos em chão escocês?
Estariam sabendo das bodas do herdeiro de Liddel, que ia celebrar no dia seguinte?
Liddel era um posto fronteiriço importante para seu pai, Malcolm, que dominava Carlisle e aquela zona da fronteira na Escócia, pondo-a a salvo dos ambiciosos e traiçoeiros normandos.
A paz reinava naquelas terras desde que o rei escocês jurasse fidelidade uma vez mais ao rei normando, William Rufus o Vermelho em Abernathy, fazia dois anos.
Então, teriam descoberto quão normandos Liddel estaria imerso nas celebrações das bodas e, portanto poderiam acampar sem ser vistos e espiar... ou algo pior?
Mary sentiu uma onda de raiva.Devia informar imediatamente seu pai.
Os joelhos começaram a doer por ter estado escondida, assim que se levantou ligeiramente para olhar novamente os normandos.
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3- O Jogo
Dinastia Warenne
Os Jogadores...
O capitão pirata é Liam O'Neill, favorecido da Rainha Elizabeth.
Um jogador inteligente, tanto na cama como fora dela, que está determinado a vencer Katherine deliberadamente e avançar em sua causa secreta.
Mas agora ele tem que arriscar tudo para ter sucesso em um jogo muito perigoso, através de um engano doloroso...
E quebrar todas as regras.
Comentário revisora Ceila: Como a história se passa no reinado de Elizabeth, amei. Sou apaixonada nesta época.
A autora soube mesmo misturar seus personagens com os da época criando assim um romance atuante.
Daqueles que a gente só quer parar de ler quando chegar ao final...
E o engraçado é que quando está chegando ao fim, a gente começa a "demorar", por que sabe que está acabando...
Capítulo Um
Normandia, Janeiro 1571
Ela tinha sido esquecida.
Katherine sabia que não havia outra possível explicação ao fato de que a quase seis longos anos adoecia na abadia de St.Pierre.
Sob seus joelhos o pavimento de pedra da capela era duro e frio como o gelo. Murmurava as preces que tinha na memória, enquanto o pensava que nenhuma das cartas que havia enviado ao pai em Munster tivera resposta, sequer uma.
Desesperada, finalmente no verão anterior mandara uma missiva para sua Eleanor, sua madrasta. Também não tivera resposta.
Sentiu-se sufocar de medo e desespero.
Era a de manhã, o início de um novo dia e embora estivesse rezando com as outras irmãs do convento, esse era o dia no qual a vida devia começar novamente.
Esse era o dia em que ela devia usar toda a sua coragem: teria que enfrentar a abadessa, por sua situação.
Não tinha escolha. Tinha dezoito anos e estava cada dia mais velha.
Já havia passado outro ano e em poucos meses teria dezenove anos.
Não podia envelhecer encerrada no convento!
Seriamente, não podia!
Queria viver. Queria um marido, uma casa sua e filhos.
Agora, estava na idade da qual já devia ter tido dois ou três filhos roliços que caminhasse ao redor de suas saias. Oh, Deus!
Como puderam esquecer sua existência?
Seis anos antes estava cegada pela dor para se preocupar, quando o Eleanor lhe sugerira, não, insistira que fosse para o convento.
Sua família estava à deriva, depois de ter suportado tremendas perdas na batalha de Affane, em pátria, na Irlanda meridional.
Trezentos dos soldados mais fiéis de seu pai haviam sido massacrados pelas forças de Tom Butler, o Conde de Ormond, na margem do rio Blackwater e seu pai fora ferido e capturado pelo mesmo.
Mas Katherine havia sofrido bem mais que pela derrota dos seus e a captura do pai. Em efeito, nesse dia tinha perdido seu noivo.
Hugh Barry havia sido ferido mortalmente na terrível derrota.
Katherine era prometida a ele desde o berço.
Os Barry eram parentes e ela e Hugh haviam crescido juntos, visto que o rapaz possuía só um ano a mais que ela. Ele tinha sido seu amigo da infância, seu confidente; havia lhe dado seu primeiro beijo.
Sua morte destruíra seus sonhos e também seu futuro.
Aturdida pela dor obedecera a sua madrasta, agradecida de poder refugiar-se em um longínquo convento antes que pudessem lhe arrumar um casamento.
Perder Hugh fora particularmente doloroso para ela, porque no ano anterior em Affane sua mãe tinha morrido.
O Conde de Desmond era o terceiro marido de Joan FitzGerald e Katherine sua única filha.
Mãe e filha eram muito unidas e Katherine sentia muito sua ausência.
Mas havia pensado que logos acertado outro casamento, que passaria um ou dois anos em um convento e que se casaria, segundo o plano, no dia de seu aniversário.
Entretanto, Eleanor havia lhe escrito uma só vez, no final do primeiro ano, explicando que se encontrara com o Conde e o mesmo era prisioneiro na Torre de Londres, a espera do perdão da rainha.
Nos cinco intermináveis anos que haviam se seguido, não recebera nenhuma só palavra, nem de seu pai e nem da madrasta.
E a verdade era que tinha medo.
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Dinastia Warenne
1- O Conquistador
2- A Promessa da Rosa
3- O Jogo
4- O Prêmio
5- The Masquerade - em revisão grupo Grh
6- A Noiva Roubada - Idem
7- A Lady at Last
8- A Noiva Perfeita - idem
9- Um Amor Perigoso - Idem
10-A Promessa - Idem
11-Uma atração impossível - idem
12-Casa dos Sonhos - Idem
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4- O Prêmio
Dinastia Warenne
Devlin O’Neill, célebre Capitão da Marinha Real britânica vive consumido pelo desejo de destruir o Conde de Eastleigh, o homem que assassinou brutalmente seu pai.
Depois de levá-lo aos limites da ruína, aguarda o momento de dar o golpe fatal.
E sua oportunidade se apresenta na forma de uma impetuosa jovem americana, sobrinha do Conde, que está disposta a explodir sua vida fria e calculista tranformando-a em chamas.
Nascida e criada em uma plantação de tabaco na Virginia, na América, a órfã Virginia Hughes anseia salvar Sweet Briar, seu amado lar, das dividas deixadas por seu pai. Cheia de coragem, ela embarca sozinha rumo à Inglaterra com a esperança de convencer seu tio a lhe emprestar o dinheiro que necessita.
Mas o famoso e implacável Devlin O’Neill a seqüestra.
E enquanto permanece em seu poder, Virginia vê seus planos serem frustrados por culpa de uma paixão que pode mudar para sempre o destino dos dois.
Capítulo Um
5 de abril de 1812
Richmond, Virginia
— Sequer sabe dançar. — Disse uma das jovens damas com desdém.
Enrubescida, Virginia Hughes notava vivamente a presença das doze moças que aguardavam em fila atrás dela no salão de dança. O professor estava lhe ensinando o sissonne ballotté, um dos passos da equipe. Virginia não entendia o passo, mas tampouco lhe importava. Não lhe interessava a dança. Só queria estar em sua casa, em Sweet Briar.
— Senhorita Hughes, você não deve abandonar o dialogo galante nem quando estiver executando o passo. Se não, sua atitude será gravemente mal interpretada.
— O professor de dança, um homem moreno e esbelto, a repreendeu.
Na verdade, Virginia não o ouvia.
Fechou os olhos e se sentiu transportada há um tempo e lugar bem mais agradável que os formidáveis muros do colégio Marmott, para Senhoritas.
Inspirou profundamente e o aroma embriagador da madressilva a envolveu.
Atrás dele chegou o aroma mais forte e potente da negra terra virginiana removida, para a plantação da primavera. Imaginava os campos escuros que se estendiam até onde alcançava a vista, as filas de escravos vestidos de branco e, mais perto, os prados ondulados, as vegetações e os vetustos carvalhos que rodeavam a bela casa de tijolo construída por seu pai.
— Poderia ter construído na Inglaterra. — Seu pai havia dito com orgulho muitas vezes. — Faz cem anos. Ninguém que a observe verá alguma diferença.
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1- Ladrão De Sonhos
Série The Notorious Gentleman
Um ilustre cavalheiro...
Sullivan Waring só deseja duas coisas: a herança que é sua por direito, e vingança contra o homem que a roubou dele.
Durante o dia, Sullivan é o mais respeitado criador de cavalos da Inglaterra; à noite, ele entra nas residências mais ricas e luxuosas, em busca dos lindos e valiosos quadros pintados por sua falecida mãe.
Sua missão transcorre sem problemas... até a noite em que é surpreendido por Isabel Chalsey.
Vestida numa camisola transparente, Isabel é uma tentação maior do que qualquer outra obra de arte, e é impossível resistir a roubar-lhe um beijo...
Uma dama curiosa...
Surpreendida por um homem mascarado em sua própria casa, Isabel deveria estar tremendo de medo.
Em vez disso, no entanto, a visão do atraente Sullivan a faz tremer de excitação. Quem é aquele homem, e por que está tão empenhado naquela busca?
Isabel adora um desafio e está disposta a tudo para desvendar o segredo de Sullivan, mas ela corre o risco de convencê-lo de que ela é a maior de todas as recompensas...
Capítulo Um
Londres, 1814
Era em momentos como aquele que Sullivan Waring entendia a diferença que um ano poderia fazer na vida de um homem.
Quaisquer que fossem as circunstâncias que o tivessem levado àquele ponto, ser alvejado no ombro parecia ser o melhor de tudo.
Ajustou a máscara negra sobre os olhos e mergulhou nas sombras da casa, agachando-se entre o muro branco e os arbustos baixos.
Conhecia os horários e a agenda da aristocracia londrina, portanto esperou até bem depois da meia-noite para fazer a visita.
Aquela noite significava vingança.
E tinha o benefício adicional de ser perigosa.
A última luz do andar superior apagou, mas ele permaneceu imóvel por mais uns dez minutos.
Tinha tempo e quanto mais profundo o sono dos moradores, melhor para ele.
Finalmente, quando os sinos das igrejas de Mayfair soaram três vezes em uníssono, ele se esticou.
As informações que lorde Bramwell Johns costumava lhe passar eram confiáveis, ainda que ele se perguntasse os motivos que o levavam a trair sua classe por nenhuma outra razão que não fosse o enfado.
Mesmo assim, ele e Bram deviam a vida um ao outro diversas vezes, e ele confiava no filho do duque de Levonzy. Bram nunca o traíra.
O mesmo não poderia ser dito de seu próprio pai, o marquês de Dunston.
Claro que, ultimamente, o marquês devia ter a sua parcela de reclamações.
Na manhã seguinte Dunston descobriria mais um motivo para se envergonhar, ainda que reservadamente, e aquele era o objetivo dessa noite.
Sullivan levantou o martelo e bateu na dobradiça da janela.
Num único golpe a veneziana se separou da esquadria.
Deixando o martelo no chão, ele abriu a janela o suficiente para poder entrar.
Passara pela casa do marquês de Darshear em Mayfair pelo menos uma vez por semana antes de sua jornada pela península e nos seis meses desde o seu regresso.
Ao ver os móveis de bom gosto da sala de estar, voltou a sorrir.
Estava dentro da casa do marquês dessa vez, porém duvidava de que um dia pudesse entrar pela porta da frente.
Não que se importasse com isso.
Não aprovava os amigos do nobre. Ou um amigo em especial.
Uma coisa era ser um bastardo, outra completamente diferente era ser tratado como tal, especialmente pelo próprio pai.
Bem, ele sabia retribuir na moeda em que recebia. Ou até mais.
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Série The Notorious Gentleman
1 – Ladrão de Sonhos
2- O Salteador
3 – O último cavalheiro notável
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A Farsa
Dinastia Warenne
A tímida Elizabeth Anne Fitzgerald fica atônita quando, em seu primeiro baile de máscaras, Tyrell de Warenne lhe propõe um encontro no jardim a meia-noite.
Há anos, Lizzie adora, em segredo, aquele lorde inalcançável. Infelizmente, o destino dá uma reviravolta surpreendente que a impede de ir ao encontro de Tyrell, mas o que Lizzie não pode prever então é que essa noite será só o começo…
Tyrell de Warenne fica atônito quando, dois anos depois, Lizzie bate à sua porta com um menino que afirma ser filho dele.
Tyrell a recorda bem… e sabe que não pode ser o pai da criança. Que tipo de jogo está fazendo aquela jovem… e com que propósito?
Será Elizabeth Anne Fitzgerald uma mulher de mundo ou a terna ingênua que parece ser?
Apesar de tudo, nem o escândalo, nem o engano, nem o orgulho, poderão acabar com um amor tão ardente...
Comentário revisora Tânia Candida : , Achei o livro lindo, apesar que no início achei a mocinha muito boba por agir como agiu, sem se preocupar com a vida e reputação dela mesma. Mas depois foi me conquistando ver o grande amor dela pelo mocinho, um amor que só pensava no outros, que sofreu muito mas que no fim sai ganhando.
O mocinho também, só pensando em cumprir com o dever familiar, mas que no fim se rende, disposto a abandonar tudo pelo amor. Uma ótima leitura.
Capítulo Um
Outubro de 1812 - Julho de 1813
Um encontro fatídico
Elizabeth Anne Fitzgerald olhava o romance que tinha entre as mãos, mas nenhuma só de suas palavras tinha sentido para ela.
As letras impressas na página se misturavam tão confusamente como se não estivesse usando seus óculos de leitura.
Possivelmente fosse o melhor; sua mãe odiava que lesse na mesa, e Lizzie se sentou para tomar o café da manhã com seu romance de aventuras há um bom momento, esquecida da comida que tinha frente a si. Suspirou e fechou o livro.
Estava tão emocionada pelo que aconteceria no dia seguinte que não poderia concentrar-se.
Emocionada e assustada.
Seu pai estava sentado à cabeceira da mesa, com um exemplar do dia anterior do Dublin Teme. Passou a página enquanto segurava sua taça de chá, envolvido em algum artigo sobre a guerra.
Acima, a casa se achava em estado de frenesi. Lizzie ouvia suas duas irmãs maiores e a sua mãe correndo pelos quartos, acima e abaixo, daqui para lá, em um sapateio furioso, e ouvia as choramingações da Anna e a voz enérgica e sensata de Georgie.
Sua mãe distribuia ordens, como um soldado.
Seu pai nem parecia notar, mas semelhante caos era bastante comum no lar dos Fitzgerald.
Lizzie o olhou fixamente, com a esperança de que levantasse a vista.
DOWNLOAD
Dinastia Warenne
1- O Conquistador
2- A Promessa da Rosa
3- O Jogo
4- O Prêmio
5- A Farsa
6- A Noiva Roubada - Em revisão
7- A Lady at Last - idem
8- A Noiva Perfeita - idem
9- Um Amor Perigoso - Idem
10-A Promessa - Idem
11-Uma atração impossível - idem
12-Casa dos Sonhos - Idem
A tímida Elizabeth Anne Fitzgerald fica atônita quando, em seu primeiro baile de máscaras, Tyrell de Warenne lhe propõe um encontro no jardim a meia-noite.
Há anos, Lizzie adora, em segredo, aquele lorde inalcançável. Infelizmente, o destino dá uma reviravolta surpreendente que a impede de ir ao encontro de Tyrell, mas o que Lizzie não pode prever então é que essa noite será só o começo…
Tyrell de Warenne fica atônito quando, dois anos depois, Lizzie bate à sua porta com um menino que afirma ser filho dele.
Tyrell a recorda bem… e sabe que não pode ser o pai da criança. Que tipo de jogo está fazendo aquela jovem… e com que propósito?
Será Elizabeth Anne Fitzgerald uma mulher de mundo ou a terna ingênua que parece ser?
Apesar de tudo, nem o escândalo, nem o engano, nem o orgulho, poderão acabar com um amor tão ardente...
Comentário revisora Tânia Candida : , Achei o livro lindo, apesar que no início achei a mocinha muito boba por agir como agiu, sem se preocupar com a vida e reputação dela mesma. Mas depois foi me conquistando ver o grande amor dela pelo mocinho, um amor que só pensava no outros, que sofreu muito mas que no fim sai ganhando.
O mocinho também, só pensando em cumprir com o dever familiar, mas que no fim se rende, disposto a abandonar tudo pelo amor. Uma ótima leitura.
Capítulo Um
Outubro de 1812 - Julho de 1813
Um encontro fatídico
Elizabeth Anne Fitzgerald olhava o romance que tinha entre as mãos, mas nenhuma só de suas palavras tinha sentido para ela.
As letras impressas na página se misturavam tão confusamente como se não estivesse usando seus óculos de leitura.
Possivelmente fosse o melhor; sua mãe odiava que lesse na mesa, e Lizzie se sentou para tomar o café da manhã com seu romance de aventuras há um bom momento, esquecida da comida que tinha frente a si. Suspirou e fechou o livro.
Estava tão emocionada pelo que aconteceria no dia seguinte que não poderia concentrar-se.
Emocionada e assustada.
Seu pai estava sentado à cabeceira da mesa, com um exemplar do dia anterior do Dublin Teme. Passou a página enquanto segurava sua taça de chá, envolvido em algum artigo sobre a guerra.
Acima, a casa se achava em estado de frenesi. Lizzie ouvia suas duas irmãs maiores e a sua mãe correndo pelos quartos, acima e abaixo, daqui para lá, em um sapateio furioso, e ouvia as choramingações da Anna e a voz enérgica e sensata de Georgie.
Sua mãe distribuia ordens, como um soldado.
Seu pai nem parecia notar, mas semelhante caos era bastante comum no lar dos Fitzgerald.
Lizzie o olhou fixamente, com a esperança de que levantasse a vista.
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Dinastia Warenne
1- O Conquistador
2- A Promessa da Rosa
3- O Jogo
4- O Prêmio
5- A Farsa
6- A Noiva Roubada - Em revisão
7- A Lady at Last - idem
8- A Noiva Perfeita - idem
9- Um Amor Perigoso - Idem
10-A Promessa - Idem
11-Uma atração impossível - idem
12-Casa dos Sonhos - Idem
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O Guerreiro
Lady Aileen de Abernye é seduzida por um perigoso e tentador cavalheiro, conhecido como o Falcão de Inverfyre, que a desposa e a leva a força a seu castelo, cheio de foragidos e prostitutas.
Ali a criadagem murmura histórias sobre esposas assassinadas e Aileen se pergunta se seu destino é romper o feitiço de Inverfyre.
Capítulo Um
Abernye, Escócia, março de 1409.
Sabe a lebre que o olhar do falcão se posou sobre ela?
Aileen soube o momento em que o estrangeiro começou a observá-la.
Primeiro o avistou do alto da escada, mas se sentiu tão desconfortável ao sentir seu olhar que imediatamente dirigiu a vista a outro lado. Simulou uma concentração desnecessária em sua descida ao ruidoso vestíbulo.
Arrepiou-se o cabelo da nuca e seu rosto se ruborizou sob o fogo desse olhar, embora soubesse que logo olharia a outra parte.
Só a curiosidade podia ser causa de um escrutínio tão largo, em especial no caso de uma criada tão pouco agraciada como era seu caso.
Manteve alta a cabeça e cruzou o salão até a mesa alta, lutando contra o desejo de voltar-se e olhar.
— Um hóspede de tão má fama! — murmurou uma criada enquanto arrumava as saias da nova madrasta de Aileen, Blanche.
Era outro traje que Aileen não tinha visto antes e o tecido de seda brilhava sob a luz das tochas.
Estava adornado com uma pele que devia ser arminho, e bordado em ouro.
Fosse o que fosse que esperava Blanche quando seduziu ao pai de Aileen, não pôde prever a simples austeridade de Abernye, com seus pastos e ovelhas e seu tosco salão. De onde tinha saído o dinheiro para outro traje?
Aileen não pensava que fora do próprio pecúlio do Blanche.
Embora se murmurasse que sua madrasta contribuía com um rico dote, o tesouro de Abernye era o que pagava todos seus adornos.
— Diz-se que o Falcão matou a mil homens para recuperar Inverfyre — comentou outra criada do outro lado de Blanche, suas mãos tão ativas como sua língua.
Aileen esqueceu seus temores no momento.
O hóspede era o Falcão de Inverfyre? Conhecia seu nome e sua reputação, é claro, quem não?
Esforçou-se por dominar o impulso de olhá-lo. Diz-se que o roubou a seus legítimos donos e matou aos que lhe fizeram frente, sem remorso algum! — Acrescentou alegremente a primeira criada.
— É um ladrão.
— Um assassino sem moral.
Os olhos de Blanche brilhavam de interesse quando olhou abertamente seu hóspede.
Era uma mulher bem plantada este tesouro conseguido na corte inglesa, seus traços delicados e a figura esbelta faziam que Aileen se sentisse mais alta e desajeitada.
— Tudo isso e, além disso, bonito
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Magia Cigana
Jovens ciganas dançavam ao redor do fogo ao som de uma melodia alegre e selvagem.
Quando a música terminou, e as dançarinas desapareceram nas sombras, Letícia estremeceu.
Afinal chegara a sua hora.
A música tinha mudado e agora era mais lenta e sensual.
Tensa, ela iniciou o seu bailado e aos poucos já acompanhava a melodia com uma graça natural.
Fascinado, o Rei Vicktor a contemplava, sem saber se aquela mulher era real ou uma materialização de seus desejos mais íntimos.
E enquanto dançava, Letícia pedia aos deuses, que fizessem Vicktor atender aos apelos do sangue cigano que lhes corria nas veias, e resolvesse aceitá-la como esposa, na mágica cerimonia de um casamento cigano.
Capítulo Um
1825
Letícia pousou a costura no colo, admirando o resultado de seu trabalho por alguns instantes, antes de soltar um suspiro desconsolado. Virou-se para a irmã, a Princesa Marie-Henriette, ocupada em bordar uma sobressaia, e o comentário que fez revelava o desânimo que a dominava.
— Não adianta! Nunca farei com que este vestido fique apresentável.
— Ora, não exagere! Você fica bonita com qualquer roupa.
— Agora é você quem está me superestimando! Sabe muito bem que, por melhor que eu me apresente, prima Augustina não me poupará críticas e desaprovações
Marie-Henriette piscou o olho, maliciosamente, em retribuição ao sorriso que se desenhara nos lábios muito vermelhos da irmã.
— A Grã-Duquesa age assim por despeito. Ela tem medo que uma de nós seja mais elogiada que Stephanie.
Enfim, nos detesta, e nem mamãe escapa de suas perseguições.
Letícia levou um dedo aos lábios, num gesto que indicava à irmã que deviam falar mais baixo, e olhou em direção à porta, certificando-se de que ninguém se aproximava.
— É verdade, Hettie, mas não converse a respeito com mamãe, sabe como ela fica perturbada, coitada, já anda tão deprimida ultimamente.
— Não é para menos. Sem dinheiro e com a "hostilidade" que vem do palácio... Ah, como seria bom se pudéssemos mudar para outro lugar.
— Ah, mas isso é inviável! Temos que aguentar firmes.
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O Campeão – Suzanne Barclay

PRÓLOGO
Inglaterra, 10 de maio, 1222
Seguiam no rumo norte, pela estrada entre York e Durleigh, seis cavaleiros das Cruzadas em surrados tabardos cinza com uma rosa negra costurada sobre o coração, um bebê com cerca de um ano e Odetta, uma cabra mais encrenqueira do que os sarracenos que haviam enfrentado no Oriente.
Densas nuvens escuras obscureciam o sol do meio-dia. A brisa fria que lhes fustigava as costas anunciava chuva, desencorajando a permanência na trilha.
Não que Simon de Blackstone quisesse permanecer. Estabelecera um ritmo acelerado desde o momento em que arrancara os companheiros do saco de dormir na escuridão que antecedia a aurora, com intenção de estar em Durleigh no meio da tarde. Ignorando o desconforto, a exemplo de muitas outras provações que a vida lhe atirara, concentrou-se no caminho enlameado à frente. Seus pensamentos, todo o seu ser tinha como objetivo alcançar a cidade a meio dia de jornada na direção norte.
Seu destino era Durleigh, onde se criara e se sagrara cavaleiro, na casa do lorde Edmund de Meresden. Durleigh, sede da grande catedral presidida pelo bispo Thurstan de Lyndhurst.
O homem que o gerara.
Simon endureceu o queixo, o calor da raiva combatendo o frio úmido. Esperara três longos anos para confrontar-se com o padre que lhe dera vida mas nunca se incomodara em assumi-lo. Três anos amargando o conhecimento de que toda sua vida fora uma mentira.
_Vamos ter que parar - murmurou Guy de Meresden, que cavalgava à direita de Simon.
_Parem vocês. Eu, não. Não enquanto não tiver visto o poderoso bispo e arrancado uma penitência por seus pecados.
As palavras entalaram-se na garganta de Simon. Quatro anos antes, duzentos homens haviam partido de Durleigh rumo ao Oriente. Apenas seis voltaram vivos, e Simon considerava os cinco camaradas tão preciosos quanto a família que jamais tivera.
Suspirando, Simon olhou por sobre o ombro para o resto da tropa. Hugh, Bernard, Gervase e Nicholas eram veteranos de longas marchas e rações escassas, mas suas montarias começavam a fraquejar e Odetta também cambaleava. Se a maldita cabra desmaiasse agora, a pequenina Maudie não teria leite no jantar.
_Tinha esperança de chegar hoje a Durleigh - resmungou Simon.
_Eu também, meu amigo. - Guy sorriu, os dentes brancos em contraste com a pele morena que denunciava sua herança mestiça. Segundo sua mãe sarracena, era filho legítimo de lorde Edmund de Meresden, nascido depois que este trocara Acre pela Inglaterra. - Estamos igualmente ansiosos para nos confrontar com nossos pais, ainda que por motivos diferentes. De qualquer forma, os cavalos precisam de água e descanso.
Relutante, Simon concordou com um grunhido e olhou de novo por sobre o ombro.
_Vamos parar um pouco naquele prado.
Nicholas de Hendry sorriu.
_Sabe, conheço uma estalagem mais adiante onde servem uma cerveja...
_E onde há muitas garotas - completou Símon, rabugento.
Nicholas apagou o sorriso fácil com que tentava seduzir todas as mulheres que encontrava.
_Já não sou o selvagem que era na juventude.
_Perdoe minha língua afiada - pediu Simon, embora pensasse: uma vez tratante, sempre um tratante. Quatro anos de convivência forjaram um vínculo entre ambos, mas o fato era que não apreciava a conduta licenciosa de Nicholas. Quem imaginava quantos bastardos Nick gerara e abandonara pelo país? Assim como o bispo Thurstan o abandonara. - Leve-nos a essa estalagem, então.
CAPÍTULO 1
Catedral de Durleigh, 10 de maio, 1222
Estava morrendo.
O mal-estar do espírito poderia ser atribuído à perda do filho. Mas a fraqueza nos membros que piorava gradualmente, a dor que passara de um tormento no inverno a uma ardência aguda, estas já não podia ignorar. Por mais impossível que parecesse, dada sua riqueza, seu poder e suas conexões divinas, ele, Thurstan de Lyndhurst, bispo de Durleigh, estava morrendo.
_Não!
O angustiado grito de raiva e negação ecoou por toda a sala de estar. O medo levou-o a agarrar-se à borda da escrivaninha com tanta força que os dedos de suas mãos longas, macias, ficaram brancos. Tal emoção sentira apenas uma vez em seus cinqüenta e um anos, no dia em que soubera que o amor que partilhara com lady Rosalynd daria um fruto.
Simon. Um filho que jamais reclamaria. Simon estava morto agora. Uma luz brilhante, promissora, extinta antes que tivesse a chance de brilhar. E logo Thurstan acompanharia o filho que amara mas nunca pudera abraçar.
Thurstan suspirou. Por menos que quisesse desistir da vida, ao menos, quando se reunisse ao filho na terra prometida, poderia explicar-lhe por que fizera o que fizera.
Sorriu sem graça. Isso se fosse para o céu, o que não era garantido, dados os pecados que cometera, alguns em nome do lucro, outros por vingança. Pecados, não obstante, concluiu, levantando-se devagar para ir até a janela. A túnica ricamente bordada que vestira em honra ao jantar daquela noite pesava em seu corpo, assim como a morte de Simon lhe afligia a consciência.
Se ao menos tudo pudesse ter sido diferente...
Mas era tarde demais para compensar seus erros, desde o triste dia no outono em que chegara um mensageiro com a notícia de que Simon e os outros cruzados de Durleigh haviam perecido.
A dor aguda no peito de Thurstan não provinha de sua doença, mas de uma angústia profunda demais para ser descrita. A ele e Rosalynd fora negada uma vida em comum, mas consolara-se proporcionando o melhor ao filho de ambos. Jamais poderia ter reclamado Simon, porém, astuto, providenciara para que fosse criado por lorde Edmund ali mesmo em Durleigh, no castelo Wolfsmount, de modo que pudesse vê-lo crescer. Fora com imenso orgulho que oficiara a cerimônia de sagração de cavaleiro de Simon, pois o menino transformara-se num homem de lealdade, coragem e honra inabaláveis.
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3- Leão Domado
Título Original: Taming The LionEscócia...
Prólogo
Stirling, Escócia
10 de agosto de 1407
Hakon Fergusson parou à entrada da Running Fox. Através da fumaça das tochas, observou o ambiente com olhar crítico.
A taverna dava a impressão de ser superior às outras visitadas naquela noite. Mesas e bancos, em fileiras ordenadas e apesar de marcadas pelo uso, não tinham a camada de sujeira tolerada por fregueses embriagados e proprietários negligentes. As moças, que circulavam servindo comida e bebida, vestiam-se bem, mas sem exibicionismo.
Em último lugar, Hakon estudou os fregueses. Embora fosse sábado e mal passasse das nove da noite, muitas mesas estavam ocupadas. Os homens conversavam e riam de maneira comedida. A luz das tochas refletia nas jóias de ouro e nas roupas de soda e veludo. Obviamente eram pessoas que apreciavam qualidade e estavam dispostas a pagar por ela.
Este é o lugar — Hakon murmurou para o homem atrás dele.
— Já não era sem tempo — Seamus reclamou ao mudar o barrilete de uísque de um ombro para o outro.
— Isto aqui está pesado demais. Não sei por que não vendemos logo na primeira hospedaria.
— Aqui vão nos pagar um preço melhor. Hakon precisava de todo dinheiro em que pudesse pôr as mãos a fim de realizar certos planos.
Quatro meses antes, ele tinha recebido a notícia da morte do tio e dos dois primos, envenenados com carne estragada, servida numa festa da igreja. Isso o tornava herdeiro da propriedade nas Terras Altas. Hakon considerava fim muito triste para um Fergusson. Todos os membros mortos de seu lado do clã e moradores de Fronteira, haviam perecido empunhando a espada ou na forca.
Todavia, a perspectiva de ter a própria fortaleza, embora isso significasse abandonar sua Fronteira agitada, mas querida, o atraía. Especialmente nessa época, quando o encarregado de lá o procurava a fim de enforcá-lo. Por isso, ele havia reunido seu bando de lutadores ferrenhos e partido para o norte, caçoando de lorde Hunter Carmichael.
A herança provocara desapontamento. Dun-Dubh não passava de uma fortaleza em ruínas, de poucas terras pedregosas e de duzentas bocas famintas. Hakon tinha pensado em vender as roupas e móveis dos parentes, deixar as duzentas pessoas entregues à própria sorte e voltar para a Fronteira com seu bando. Contudo, mudara de idéia ao saber que os Boyd, moradores da região, possuíam uma destilaria próspera.
Infelizmente, Thomas Boyd tinha se mostrado mais persistente e esperto do que outras vítimas que Hakon tentara ludibriar. Este havia gasto meses de planejamento para chegar até ali. Com uma ponta de sorte, sairia da Running Fox com os recursos para vencer.
— Bem, vamos ver quanto poderemos ganhar com o uísque dos Boyd — disse ele ao entrar na taverna, exibindo um largo sorriso.
Ao chegar perto do balcão, perguntou, em tom cordial, ao atendente:
— Por acaso você é Brann of the Side?
— Sou. E você, quem é?
Homem atarracado, Brann franziu o rosto ao observar Hakon.
— Robert Dunbar — foi a resposta mentirosa, pois o nome verdadeiro tinha péssima fama. — Ouvi dizer que você tem a melhor taverna de Stirling.
— Verdade — Brann respondeu.
— Concordo plenamente.
Hakon correu os olhos em volta e fez uma série de elogios. Disfarçou um sorriso ao ver Brann relaxar. O pai se sentiria orgulhoso se presenciasse a cena. O velho ladrão sempre dissera que a aparência do filho era sua melhor arma. Alto, loiro, com feições bem-feitas e olhos castanhos, jamais revelava sua natureza verdadeira.
— Esta é sua primeira visita à cidade? — Brann indagou. Ele o tomava por aldeão.
Hakon sorriu. Antes de sair, naquela noite, havia tomado cuidado com as roupas. Estava usando uma túnica azul e meias pretas e compridas do tio. As peças tinham remendos nos cotovelos e nos joelhos e, sem dúvida, eram de um homem pobre, mas esmerado. Davam-lhe um ar de honestidade, o tipo de pessoa em quem se podia confiar.
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Série Lion´s - Suzane Barclay
1- " Amor Eterno"Título Original:Lion's Lady

Uma promessa quebrada...
Um voto sagrado!
Escócia, 1384
Rowena Gunn sabia que o passado não podia ser esquecido, mas ela tentava torná-lo apenas uma lembrança longínqua, que não a fizesse sofrer.
Mas agora o passado a envolvia na forma muito presente de Lion Sutherland, o senhor de Highland, que sozinho podia tomar de assalto suas defesas e sitiar seu coração enclausurado
Embora aclamado como um bravo guerreiro, Lion Sutherland quase sucumbiu quando sua linda Rowena casou-se com outro.Porém, o destino os reuniu novamente, e ele não deixaria que nada, nem mesmo o protesto da própria Rowena, destruísse a nova chance no amor que acabavam de receber !!
PRÓLOGO
Highlands, julho de 1384.
Rowena MacBean fechou os olhos, a cabeça inclinada por uma dor tão aguda que chegava a ser física. A mão delicada tocou de leve a barriga. Ainda estava lisa, mas se a velha Meg estivesse certa, e a parteira costumava acertar tudo sobre esses assuntos, não continuaria assim por muito tempo.
Rowena esperava um filho de Lion Sutherland. A alegria que sentira ao ouvir a novidade havia se transformado em medo, e, por fim, pânico, enquanto as horas passavam e Lion não chegava. Um arrepio fez estremecer o corpo jovem, ao imaginar o que teria de enfrentar ao voltar para casa.
— Tola! — a mãe gritaria. — O que pensou ao se entregar a ele? Sabe que não vai se casar com você. O herdeiro do todo-poderoso clã dos Sutherland vai escolher uma garota tão rica e nobre quanto ele, e não uma pobre MacBean. E por que deveria, já que cedeu com tanta facilidade?
Não era difícil imaginar a dor refletida nos olhos de John, seu irmão mais velho, e os risos dos jovens solteiros que sempre rejeitara.
— Lion não é assim, mamãe — sussurrou, apoiando as costas no velho pinheiro, em busca de forças.
Por dois meses, desde quando haviam se conhecido,na reunião dos clãs, em maio, tinham se encontrado ali na floresta, a meio caminho entre Tarbert, a propriedade dos MacBean, e o lindo castelo dos Sutherland, em Kinduin.
Ele viria, Lion sempre vinha. Mesmo nascido na riqueza, e cercado de privilégios, era um homem que colocava a honra acima de tudo. Dissera que a amava, prometera casar-se com Rowena dentro de três anos, quando voltasse da França, depois de completar os estudos, conforme o desejo do pai, Lucais Sutherland.
— Você ficará a meu lado — dissera Lion, apertando-a contra o corpo nu, enquanto as batidas de seus corações se acalmavam. — Juntos governaremos do alto de minha torre, em Glenshee.
A lembrança desse amor aqueceu Rowena, trazendo-lhe um sopro de esperança.
Lion a amava. Ele viria. Apenas estava atrasado.
No entanto, Lion jamais se atrasara. Nem uma única vez, em dois meses. Costumava encontrá-la no caminho, tão logo se via fora de Tarbert, ansioso demais para esperar que ela chegasse ao local do encontro. Se Rowena tivesse permitido, Lion viria ter com ela no portão principal, mas, temendo a reação da mãe, insistira para que se encontrassem em segredo.
Os preparativos para a viagem à França com certeza tinham-no atrasado, já que deveria partir dentro de quinze dias.
O que faria ao saber que Rowena estava grávida?
A confiança de Rowena diminuiu, mas logo tornou-se forte outra vez, ao lembrar a expressão do rosto de Lion ao beijá-la, os lábios curvando-se num sorriso caloroso, os brilhantes olhos escuros, com um tom especial de âmbar, refletindo todo o amor que sentia. Jamais a abandonaria o seu forte e destemido Lion, com seus longos cabelos negros, mais parecendo uma juba sedosa e selvagem, como a do poderoso animal cujo nome carregava. Lion, o seu forte e corajoso leão.
Ele convenceria os pais a permitir o casamento e a levaria para a França. A corte seria, com toda certeza, ainda maior do que o salão de Kinduin. Mas, com Lion a seu lado, Rowena enfrentaria os olhares dos nobres estrangeiros. Costuraria para si vestidos de veludo, como os que lady Elspeth, a mãe de Lion, usava. E também domaria os rebeldes cabelos loiros num penteado formal, preso no alto da cabeça, como usavam as mulheres da nobreza. Faria tudo para tornar-se uma verdadeira lady, e Lion nunca se envergonharia dela.
O seu Lion...
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2-"LEGADO DE LYON"
Título Original: Lions Legacy
Kieran Sutherland não perdoava a traição de seu clã, que o levara a renunciar ao amor em nome da vingança — até que conheceu lady Laura: uma mulher com o poder de inflamá-lo mais que qualquer grito de batalha.
Com seu dom, Laura previra a chegada de um guerreiro orgulhosos e dominador. E quando Kieran veio, ela teve medo. Mas também sentiu a solidão que corroía a alma do bravo cavaleiro. E soube que era seu destino curar aquele coração torturado!
Capítulo I
Torre de Edin, Junho de 1381
Perigo!
A palavra chegou-lhe aos ouvidos através do sussurro do vento, que gemia num lamento por entre as árvores, vergando-as contra o disco impassível e prateado da lua. O coração de Laura parou por alguns instantes, para logo em seguida disparar em louca correria. Muito devagar, assustada, ela se virou e perscrutou o silêncio da floresta, um silêncio permeado de murmúrios misteriosos e quase inaudíveis, que ela costumava chamar de som invisível.
— Quem está aí? — perguntou baixinho, a voz saindo num sopro da garganta travada.
Não houve resposta. Contudo ela podia sentir alguma coisa à sua volta, esperando, observando. Algo à espreita, escondido na floresta escura, que lhe eriçava os cabelos e fazia seu coração disparar feito um cavalo indomado.
Continuou a avançar, sempre alerta ao menor ruído, os nervos tensos. Foi quando, por trás das copas mais altas, divisou a silhueta negra e imponente da torre Edin recortando-se contra a cortina cinzenta da neblina. Estava em casa!
Uma única luzinha tremulava na janela mais alta, brilhante pontinho avermelhado que lhe trazia mensagens de conforto e segurança. Devia ser tia Nestta à sua espera, aflita, sem saber onde se achava a sobrinha. Querida tia Nestta!
Súbito, o vento calou-se e toda a floresta pareceu petrificar-se à sua volta. No silêncio sinistro que se seguiu, ela ouviu um som estranho, como que um gemido ou um sussurro lamentoso.
— Quem está aí? — repetiu. Um calafrio percorrendo sua espinha de alto a baixo.
Nenhuma resposta. Laura não se moveu, atenta, o coração tamborilando agitado, pedindo para saltar pela boca. Aquele silêncio, longe de acalmá-la, vinha com presságios sinistros de perigo iminente. Sob a tênue claridade da lua, Laura tentou adivinhar o que se escondia por trás da folhagem. Testou o cheiro do ar, imóvel. E sentiu o perigo, denso como a floresta, camuflado pelo inocente aroma de ervas e terra úmida. De repente, escutou o estalido assustador de um galho se quebrando e o ruído de passos macios que se aproximavam.
Um grito silencioso saiu de seu peito, ao mesmo tempo que se virava de chofre.
Os galhos se abriram com súbito fragor, dando passagem a um cavalo, tão negro quanto a noite que o protegera dos olhos experientes de Laura. O animal estacou, como que obedecendo a um comando sem voz, as patas escarvando nervosamente o chão de terra, as narinas dilatadas expelindo vapor. Uma mão enluvada puxou os arreios e Laura, entre aterrada e fascinada, ergueu os olhos para o cavaleiro. Era incomumente alto, os ombros largos e o peito maciço encaixados em brilhante armadura de metal.
— Quem... quem é você? — conseguiu perguntar, a voz saindo-lhe num fio.
Se ele a ouviu, disso não deu sinal. Limitou-se a tirar o elmo e fixar a vista na torre Edin, os raios leitosos da lua iluminando-lhe as feições de modo quase fantasmagórico.
Deus todo-poderoso, era ele! Ele, o homem que vinha assombrando seus sonhos havia dias, sem lhe dar trégua. Toda a noite era a mesma coisa: a imagem desse cavaleiro ora atravessava um campo de batalha ensangüentado, ora surgia à proa de um barco, enfrentando a tempestade, o mar agitado alteando-se em ondas enraivecidas. Nos primeiros dias, ele aparecia ao longe e logo depois sumia.. À medida que as noites se sucediam, porém, Laura podia senti-lo cada vez mais perto.
E agora ele estava ali, quase ao alcance de sua mão.
— Quem é você? — repetiu, sentindo o medo tomar conta de si. O homem se voltou devagar para encará-la, e Laura precisou se conter para não sair dali correndo. O luar revelou-lhe um rosto moreno e quadrado, emoldurado pelos cabelos mais negros que ela já vira. Poderia ser classificado de bonito apesar das feições rudes, quase selvagens. Mas o que a cativou logo no primeiro instante, e de modo irremediável, foram os olhos, brilhantes e claros, duas lágrimas de prata derramadas pela lua, que revelavam uma sede implacável, mais ameaçadora que a lâmina fria do aço que rebrilhava em sua cintura.
Laura deu um passo incerto para trás, o chão fugindo,lhe dos pés.
— Por que veio até aqui? O que quer?
— Tudo — murmurou ele num tom baixo, a voz tão sombria quanto a aura de perigo que agora os cercava, num manto sufocante. — Tudo o que você é e ainda vai ser.
Recuou mais um passo, os olhos assustados fixos no cavaleiro, depois outro passo. E, sem mais outra pergunta, deu-lhe as costas e disparou para o castelo, o coração em louco tropel.
Ele foi em seu encalço, o chão da floresta tremendo sob o pesadas patas poderosas do enorme cavalo negro.
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Título Original: Lions Legacy
Kieran Sutherland não perdoava a traição de seu clã, que o levara a renunciar ao amor em nome da vingança — até que conheceu lady Laura: uma mulher com o poder de inflamá-lo mais que qualquer grito de batalha.
Com seu dom, Laura previra a chegada de um guerreiro orgulhosos e dominador. E quando Kieran veio, ela teve medo. Mas também sentiu a solidão que corroía a alma do bravo cavaleiro. E soube que era seu destino curar aquele coração torturado!
Capítulo I
Torre de Edin, Junho de 1381
Perigo!
A palavra chegou-lhe aos ouvidos através do sussurro do vento, que gemia num lamento por entre as árvores, vergando-as contra o disco impassível e prateado da lua. O coração de Laura parou por alguns instantes, para logo em seguida disparar em louca correria. Muito devagar, assustada, ela se virou e perscrutou o silêncio da floresta, um silêncio permeado de murmúrios misteriosos e quase inaudíveis, que ela costumava chamar de som invisível.
— Quem está aí? — perguntou baixinho, a voz saindo num sopro da garganta travada.
Não houve resposta. Contudo ela podia sentir alguma coisa à sua volta, esperando, observando. Algo à espreita, escondido na floresta escura, que lhe eriçava os cabelos e fazia seu coração disparar feito um cavalo indomado.
Continuou a avançar, sempre alerta ao menor ruído, os nervos tensos. Foi quando, por trás das copas mais altas, divisou a silhueta negra e imponente da torre Edin recortando-se contra a cortina cinzenta da neblina. Estava em casa!
Uma única luzinha tremulava na janela mais alta, brilhante pontinho avermelhado que lhe trazia mensagens de conforto e segurança. Devia ser tia Nestta à sua espera, aflita, sem saber onde se achava a sobrinha. Querida tia Nestta!
Súbito, o vento calou-se e toda a floresta pareceu petrificar-se à sua volta. No silêncio sinistro que se seguiu, ela ouviu um som estranho, como que um gemido ou um sussurro lamentoso.
— Quem está aí? — repetiu. Um calafrio percorrendo sua espinha de alto a baixo.
Nenhuma resposta. Laura não se moveu, atenta, o coração tamborilando agitado, pedindo para saltar pela boca. Aquele silêncio, longe de acalmá-la, vinha com presságios sinistros de perigo iminente. Sob a tênue claridade da lua, Laura tentou adivinhar o que se escondia por trás da folhagem. Testou o cheiro do ar, imóvel. E sentiu o perigo, denso como a floresta, camuflado pelo inocente aroma de ervas e terra úmida. De repente, escutou o estalido assustador de um galho se quebrando e o ruído de passos macios que se aproximavam.
Um grito silencioso saiu de seu peito, ao mesmo tempo que se virava de chofre.
Os galhos se abriram com súbito fragor, dando passagem a um cavalo, tão negro quanto a noite que o protegera dos olhos experientes de Laura. O animal estacou, como que obedecendo a um comando sem voz, as patas escarvando nervosamente o chão de terra, as narinas dilatadas expelindo vapor. Uma mão enluvada puxou os arreios e Laura, entre aterrada e fascinada, ergueu os olhos para o cavaleiro. Era incomumente alto, os ombros largos e o peito maciço encaixados em brilhante armadura de metal.
— Quem... quem é você? — conseguiu perguntar, a voz saindo-lhe num fio.
Se ele a ouviu, disso não deu sinal. Limitou-se a tirar o elmo e fixar a vista na torre Edin, os raios leitosos da lua iluminando-lhe as feições de modo quase fantasmagórico.
Deus todo-poderoso, era ele! Ele, o homem que vinha assombrando seus sonhos havia dias, sem lhe dar trégua. Toda a noite era a mesma coisa: a imagem desse cavaleiro ora atravessava um campo de batalha ensangüentado, ora surgia à proa de um barco, enfrentando a tempestade, o mar agitado alteando-se em ondas enraivecidas. Nos primeiros dias, ele aparecia ao longe e logo depois sumia.. À medida que as noites se sucediam, porém, Laura podia senti-lo cada vez mais perto.
E agora ele estava ali, quase ao alcance de sua mão.
— Quem é você? — repetiu, sentindo o medo tomar conta de si. O homem se voltou devagar para encará-la, e Laura precisou se conter para não sair dali correndo. O luar revelou-lhe um rosto moreno e quadrado, emoldurado pelos cabelos mais negros que ela já vira. Poderia ser classificado de bonito apesar das feições rudes, quase selvagens. Mas o que a cativou logo no primeiro instante, e de modo irremediável, foram os olhos, brilhantes e claros, duas lágrimas de prata derramadas pela lua, que revelavam uma sede implacável, mais ameaçadora que a lâmina fria do aço que rebrilhava em sua cintura.
Laura deu um passo incerto para trás, o chão fugindo,lhe dos pés.
— Por que veio até aqui? O que quer?
— Tudo — murmurou ele num tom baixo, a voz tão sombria quanto a aura de perigo que agora os cercava, num manto sufocante. — Tudo o que você é e ainda vai ser.
Recuou mais um passo, os olhos assustados fixos no cavaleiro, depois outro passo. E, sem mais outra pergunta, deu-lhe as costas e disparou para o castelo, o coração em louco tropel.
Ele foi em seu encalço, o chão da floresta tremendo sob o pesadas patas poderosas do enorme cavalo negro.
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Segredos De Alcova
Nenhum homem seria seu dono.
Elysia Rougemont jurou a si mesma que não pertenceria a nenhum homem, embora soubesse que uma promessa como essa não era para uma mulher nobre como ela.
E apesar do destino ter lhe proporcionado umas bodas não desejadas, o tempo a faria descobrir que estava unida a Conon St. Simeon por seu valor, seu cavalheirismo… e uma paixão secreta que tudo consumia.
Conon St. Simeon, cavalheiro de legendária valentia, acabaria oferecendo seu coração, sua alma e seu poderoso braço a Elysia, condessa de Vannes, uma mulher independente envolta em muitos segredos…
Capítulo Um
Bretanha, França
Primavera de 1345
«O jardim resulta mais prometedor que o noivo». Elysia Rougemont estava diante da torre de Vannes admirando a profusão de plantas dispostas em perfeitos arriates, com a esperança de distrair-se de seu iminente matrimônio.
Tomilho e romeiro cresciam ombro a ombro junto a ervas mais frívolas como a lavanda e a manjerona.
De pouco lhe serviriam a lavanda e a manjerona.
Aquele fragrante pedaço de terra era a única característica aduladora de Vannes, o monstruoso castelo que a partir daquela noite se converteria em seu lar após suas bodas com o amadurecido conde de Vannes, Jacques St. Simeón.
Voltou-se para contemplar a enorme massa de pedra que era mais que uma simples residência fortificada.
Em realidade seu novo lar só podia ser chamado fortaleza, construída para a guerra e a defesa com sua abundância de portas e frestas nas paredes.
Seu futuro esposo tinha declarado ser um homem de paz, mas sua casa não refletia suas palavras.
Deslizou um pé por cima do terreno.
Tinha uma agradável qualidade, fértil e cheio de vida, e não como o tronco seco que era seu futuro esposo.
Se fechasse os olhos, podia sentir-se como em sua casa na Inglaterra. Não importava que sua mãe e ela tivessem ficado a mercê do senhor depois da morte de seu pai, acontecida seis anos atrás. Desfrutava de seu modo de vida.
Tinha organizado um pequeno, mas próspero negócio de malhas com a ajuda de sua mãe, uma aventura que lhe reportava orgulho e prazer, um modo de distinguir-se num mundo que apreciava muito pouco as artes femininas.
E embora agora sua fortuna pudesse rivalizar com as das herdeiras mais solicitadas do continente, não podia tocar um centavo dela.
Esse era direito exclusivo de seu senhor, o conde de Arundel, e logo passaria a ser o de seu marido.
Se seu irmão não tivesse morrido no outono anterior sem ter disposto sobre seu matrimônio, bem poderia ter permanecido em sua casa controlando os progressos de seus campos de linho em lugar de estar ali contemplando os possíveis usos das ervas que se cultivavam em Vannes.
Sua lembrança se desvaneceu ao escutar a voz de um homem:
— Se alegre, milady. É muito afortunada, já que o conde está a um par de passos da tumba.
Voltou-se sobressaltada procurando quem havia dito semelhantes palavras e o fôlego lhe gelou na garganta. Não podia ser aquele homem que mais parecia um deus grego.
— Me desculpe...
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