maio 06, 2010

Série Gladiadores - Denise Lynn 1- NOITE DE NÚPCIAS

Série Gladiadores - Denise Lynn


Série Gladiadores - Denise Lynn












1- NOITE DE NÚPCIAS

 























Unidos pelo casamento, movidos pelo desejo.

Ele foi tirado de Adrienna em sua noite de núpcias, e vendido como escravo.

Agora, novamente livre, Hugh de Ryebourne quer vingança... e sua esposa de volta.

No entanto, ele não a forçará a nada.

Será um prazer seduzi-la e fazê-la se entregar.





Adrienna fica chocada com o reaparecimento de seu marido, mas não consegue negar o desejo que Hugh lhe desperta.

Ele não é mais o jovem que conheceu, mas um homem de verdade, soturno e perigoso... Terá chegado o momento de se deliciarem com a noite de núpcias que lhes foi negada?



Prólogo



O Palácio Real 1169

Morte se infiltrava no pequeno quarto.

Centímetro por centímetro, parecia se mover ao longo do assoalho em direção ao colchão sobre o estrado erguido no centro do cômodo.

Como uma névoa de fumaça de incenso queimando, flutuava no ar com a brisa.

Com firmeza e segurança, envolvia o ambiente, trazendo consigo uma frente fria e amarga. Uma vez aquilo tinha gelado até a alma Hugh de Ryebourne, escravo protegido de Sidatha.

— Deixe sua raiva e ódio comigo, meu filho. Deixe-me levar isso para longe.

Permita que seu desejo de vingança tenha uma morte fácil. Perdoe. Esqueça.

Hugh ajoelhou-se ao lado do leito de morte de seu mestre, segurando na mão fechada os papéis que davam liberdade a ele e a três de seus companheiros escravos.

— Não posso. Eles tiraram muito de mim.

Na noite de seu casamento, eles haviam destruído tudo que conhecia.

Haviam-lhe negado os prazeres do corpo de sua noiva, o torturado e privado de alimentos. Roubado sua liberdade. Sua herança. Seu futuro.

Esmagado brutalmente o que era vital em seu interior. Sua inocência. Seus sonhos. Tudo por causa da mentira de uma moça vaidosa.

— Filho.

Hugh recuou quando Sidatha colocou a mão frágil e enrugada sobre o coração dele.

— Lembre-se de tudo que você aprendeu.

Sem vergonha das lágrimas que escapavam, Hugh assentiu e pegou a mão fria de Sidatha na sua.

— Eu me lembrarei, pai.



Capítulo Um



Corte da Rainha Eleanor em Poitiers, Maio de 1171



Durante os três meses em que ela estava na corte da rainha Eleanor, os homens a haviam chamado de muitas coisas — a menos desagradável, e a mais familiar, tinha algo a ver com sua extrema frieza.

Ouvira tal reclamação com muita freqüência.

Entretanto agora, cada peça de roupa sua parecia evaporar como a névoa da manhã.

Seu vestido caiu do corpo, deixando o ar noturno livre para sussurrar contra sua pele arrepiada. Com nada mais do que um olhar ardente, ele a despiu devagar, uma camada agonizante de cada vez.

Adrienna de Hallison tremeu em antecipação, de medo e por um desejo tão intenso que teve certeza de que morreria.

Queria mais do que apenas o olhar dele.

Queria a respiração quente em seu pescoço, os lábios sensuais contra seus próprios lábios. Os seios estavam retesados contra o corpete do vestido, suplicando por carícias, ansiando pelo toque das mãos dele.

Sob as camadas finas de linho e seda que escondiam seu corpo, a pele formigava.

Fogo e gelo lhe percorriam as veias.

Ela rezou para que não enrubescesse e revelasse seu desejo.

Para seu total desgosto, sentiu as faces esquentarem.

Estudou a mesa ricamente posta à sua frente, esperando esconder o rosto vermelho dele. Os homens eram iguais em qualquer lugar.

Não importava se em uma fortaleza ou em um palácio exuberante.Eles tinham lutado pelo direito de derreter a compostura de Adrienna. Todos haviam fracassado. A atenção falsa e quase afetada dos homens não a atraía.Às vezes, quando isso não era totalmente enfadonho, beirava o ridículo.

Se pudessem perceber seus pensamentos naquele instante, ficariam chocados.

Nenhum homem já conseguira fazer seu sangue ferver daquela maneira.

Nunca ninguém tinha sido capaz de lhe despertar um desejo espontâneo.

Ficariam apavorados pelo calor que percorria seu corpo com o mero olhar de um estranho. Um estranho perigoso, de pele bronzeada e vestido no tom de azul mais profundo que Adrienna já vira.

O traje quase preto o fazia ainda mais notável do que os pavões adornados que circulavam na corte de Eleanor.

Todavia, aqueles pavões estavam certos.

Seu corpo, assim como seu coração, tinha sido congelado pelo que parecia uma vida inteira. Até agora.

O olhar do estranho a penetrou, forçando sua atenção de volta para ele.Os olhos intensos a despiram e deixaram seu corpo nu.

Com a respiração ofegante, Adrienna ansiava pelos toques.

Os dedos dele seriam ásperos contra sua pele suave? As mãos carregariam a mesma chama que queimava naqueles olhos?

Adrienna desviou o olhar e fitou a tapeçaria ornada pendurada nas paredes.

Tudo que a atenção indesejada dele faria era desmentir a reputação que ela construíra tão cuidadosamente.

Ele rasgaria a capa que Adrienna envolvera ao seu redor com tanta cautela, numa tentativa de proteger seu coração da dor.

Não. Independentemente de quão extrema fosse a tentação, ela não deixaria que nenhum homem, especialmente aquele desconhecido, penetrasse sua proteção.

Adrienna tinha gostado de um homem e ele a abandonara, deixando-a sozinha e ainda virgem na fortaleza de seu pai.
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